A distimia é um transtorno de humor, considerado um tipo de depressão leve, que ocorre em cerca de 5% da população geral e acomete 3 vezes mais mulheres do que homens.
De acordo com Luiz Alberto Hetem, da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), a doença se diferencia do mau humor comum, um sentimento que todos podemos sentir em diversos momentos de nossas vidas. "Na distimia, a pessoa fica mau-humorada, irritada, impaciente e com sintomas depressivos, como alteração do sono e no apetite, durante a maior parte do dia, por meses ou anos", afirma Hetem.
Para Ricardo Moreno, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, ficamos mau-humorados quando passamos por uma situação desagradável no trânsito, quando sentimos frio ou calor demais, ou quando nos sentimos incomodados por alguma dor física. "O distímico é diferente, ele sente o mau humor, além de outros sintomas, sem motivo aparente e durante a maior parte do dia", conta Moreno.
Os distímicos tendem a acreditar que o mau humor constante é apenas um traço de sua personalidade e por acreditarem que seu comportamento é normal , demoram em procurar ajuda, o que pode levá-los a uma depressão mais grave.
TRATAMENTO
Os médicos afirmam que em alguns casos, há possibilidade de cura, porém em outros o tratamento é constante e sem previsão de término, depende de cada pessoa, mas o tratamento é feito por meio de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, assim como em outros casos de depressão.
SINTOMAS
_ Mau humor que dura a maior parte do dia
_ Cansaço ou sensação de falta de energia
_ Preocupação excessiva
_ Alteração no sono e no apetite
_ Baixa auto-estima, irritabilidade, negativismo, desânimo e melancolia
_ Mesmo as atividades mais simples passam a exigir muito esforço
_ Dificuldade em sentir prazer com o dia-a-dia
_ Dificuldade para se concentrar, tomar decisões e acompanhar o rítmo dos colegas de trabalho
_ Insatisfação constante e tendência a supervalorizar acontecimentos negativos.
Mas atenção : SOMENTE UM PROFISSIONAL PODE DAR O DIAGNÓSTICO ADEQUADO !
Fontes: Miriam Martins , Gente sem saúde ; Érika Morais ,Revista da Hora; Luiz Alberto Hetem , Associação Brasileira de Psiquiatria ; Ricardo Moreno , Instituto de Psiquiatria do HC.
Kátia, parabéns pela escolha do artigo.
ResponderExcluirTrata-se de uma doença que pode ser confundida e banalizada, pois a família acredita que o individuo afetado tem apenas um problema de temperamento e ignora o desenvolvimento dos sintomas que acabam evoluindo para graves conseqüências.
Muito obrigada Mara, por seu comentário.Estou aguardando as suas publicações.
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