segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Terapia Ocupacional (TO)


Terapia Ocupacional, profissão da aréa de saúde, regulamentada em nível superior, trabalha com atividades humanas, planeja e organiza o cotidiano (dia-a-dia), possibilitando melhor qualidade de vida.
Seu interesse está relacionado ao desenvolvimento, educação, emoções, desejos, habilidades, organização de tempo, conhecimento do corpo em atividade, utilização de recursos tecnológicos e equipamentos urbanos, ambiência, facilitação e economia de energia nas atividades cotidianas e laborais (trabalho), objetivando o maior grau de autonomia e independência possível.
O terapeuta se ocupa da realização de atividades, desde as mais simples, como escovar os dentes ou levar alimentos à boca, às mais complexas, como dirigir um automóvel ou dirigir uma empresa, promovendo, prevenindo, desenvolvendo, tratando, recuperando pessoas ou grupos de pessoas que apresentam qualquer alteração na realização de atividades de autocuidado ou interação social, melhorando o desempenho funcional e reduzindo desvantagens.
Iniciarei agora em outubro, a partir do dia 06, um grupo de TO na Paróquia Sagrada Família. As sessões serão às quintas-feiras, das 10:00 às 11:00 hs.
Os interessados podem procurar a secretaria da Paróquia e se inscrever no grupo . As inscrições podem ser feitas pelo telefone 2958.2788 ou pessoalmente no endereço da Paróquia, lembrando que o número de inscrições é limitado.
Divulguem !

sábado, 17 de setembro de 2011

Atendimento Psicológico em Comunidades

Olá! Fiquei um tempo sem postar nada, mas com um motivo justo. Estou envolvida em um projeto de Atendimento Psicológico em Comunidades.
Algumas pessoas, infelizmente, ainda vêem psicoterapia como uma forma elitizada de tratamento, com alto custo para o paciente, por isso deixam de procurar os psicólogos.
Na Paróquia Sagrada Família, na Comunidade de Vila Domitila (também conhecida como Vila Praia), estamos desenvolvendo um trabalho de Atendimento Psicológico à população da região e adjascências.
É um trabalho de qualidade, de responsabilidade e que tem mostrado resultados positivos.
A proposta é atender em Psicoterapia Breve, a um preço totalmente acessível à população.
Contamos no momento com 4 Psicólogas formadas, com especializações e pós-graduações na área, todas com registro no CRP, uma Psicopedagoga e uma Reflexologista, que ajuda e muito no tratamento de doenças somáticas, além de brevemente iniciarmos um grupo de TO (Terapia Ocupacional).
Os atendimentos são feitos em salas individuais, com toda a infraestrutura de um consultório particular, com hora marcada para o paciente e ocorrem de terça à sábado das 09:00 às 12:00 e das 13:00 às 18:00 hs.
Saliento que é um projeto totalmente profissional, voltado à promoção da saúde mental e emocional da população, independente de religião.
Quem estiver interessado em maiores informações, pode entrar em contato no telefone 2958.2788 (telefone da Paróquia), ou obter informações através do meu blog .
As consultas são agendadas via fone ou pessoalmente no endereço da Paróquia.
Até mais.

domingo, 3 de abril de 2011

POR QUE AS CRIANÇAS MORDEM ?

Uma reclamação constante que recebo, geralmente de muitos pais, é em relação às mordidas que seus filhos levam ou às atitudes que a escola costuma tomar referente a tais situações. Frequentemente somos arguidas quanto às causas desse tipo de comportamento, quanto às atitudes que devem ser tomadas e até quanto aos procedimentos adotados pelos adultos da escola.
As mordidas nessa etapa de vida são extremamente esperadas e absolutamente normais. Claro que não é uma situação agradável ver uma criança mordida. Isso incomoda e aborrece adultos de todas as esferas: educadores, pais, estagiários, assistentes, babás, além da própria criança.
Existem vários motivos para que uma criança, na primeira infância, morda.
Desde o aparecimento dos primeiros dentes até os 2 anos, aproximadamente, as crianças costumam morder brinquedos, pessoas de seu convívio e objetos de seu dia-a-dia. Fazem isso em busca de novas sensações e movimentos, tomando assim, aos poucos, consciência de seu próprio corpo – de seu “eu corporal” e de seus limites.
Tal característica também é conhecida como “fase oral”. Fase pela qual a criança começa a interagir com o mundo, através da sua boca. E é justamente através da boca que a criança faz importantes descobertas e começa a separar o que a constitui daquilo que constitui o outro. Provoca reações ao mesmo tempo em que revela diferentes e inéditas sensações.
Outra razão para que as crianças mordam é a falta de domínio verbal. Por não saberem se expressar, muitas vezes mordem por conta da necessidade de se comunicarem. Assim conseguem, através das mordidas, expressar seu descontentamento, suas frustrações, seus desejos e necessidades. Mordem, então, por serem incapazes de se comunicarem com clareza.
Em contrapartida, sentimentos de carinho e afeto também podem suscitar mordidas, justamente por serem emoções que ainda não podem ser nomeadas pela criança. Afinal, quantas vezes nós, adultos, expressamos amor por alguma criança, usando expressões errôneas, como: “Que lindo, dá até vontade de morder!” ou “Posso morder essa barriguinha?” . Não podemos esquecer que o adulto é, de fato, o primeiro modelo a ser seguido pela criança.
É importante que todos saibam como agir diante das situações nas quais uma criança é mordida por outra. Situações tão comuns nas salas de Educação Infantil.
Não raro, os pais da criança mordida, depois da terceira ou quarta reincidência, chateados  e muitas vezes bem descontentes em virtude das marcas de mordida em sua criança, nos interpelam questionando a respeito das atitudes que iremos tomar com a criança e a família dela.
Nenhuma criança, e digo nenhuma criança realmente, merece levar o rótulo de “mordedora”, por mais que a vítima seja o seu gostoso bebê. Isso fica mais fácil de aceitar como verdade, desde que todos os adultos possam se colocar no lugar dessa criança. Ou melhor, e mais eficaz ainda, imaginar que essa criança “mordedora” (que horrível!!!) poderia ser seu próprio filho ou filha.
Ao se depararem com uma situação dessa, o melhor é procurar a coordenação da escola para juntos, encontrarem novas estratégias e soluções para cada fato ocorrido na escola. A escola sabe o que deve fazer, como agir e que providências tomar.
E por falar nisso, jamais se esqueçam também de que “tirar satisfações” com os pais da criança que mordeu várias vezes o seu filho em nada irá contribuir para que soluções possam ser encontradas.
Os pais dessas crianças invariavelmente estão tão preocupados ou até mesmo tão arrasados quanto os pais das crianças que foram mordidas. Além de não saberem como agir, ainda têm que circular entre outros pais nos eventos infantis, com o rótulo de péssimo educador e ver o seu filho ou filha sendo “isolado”, delicadamente, do convívio social das outras crianças. É bem triste!

Feitas essas considerações, explico quais os procedimentos podem ser adotados, quando uma criança morde a outra:

_Ser firme com a criança que porventura tenha mordido. Abaixar para poder olhar diretamente nos olhos dela e assim conversar.
_Mostrar o ferimento do colega e explicar a criança que ninguém gosta de sentir dor.
_Oferecer maneiras para que a criança que mordeu possa ajudar a fazer o “curativo” na criança mordida, mas tomando o cuidado para não valorizar a atitude da criança que mordeu, afim de evitar que a situação vire uma "brincadeira" de médico.
_Tentar descobrir o motivo que fez surgir tal comportamento e mostrar a criança outra forma de expressão.
_Tentar solucionar esse desafio no contexto escolar (pois se acontece lá, na presença de outras crianças, a solução deve vir  de lá), porém, quando o fato se mostra repetitivo e algo mais se manifesta, procurar um profissional, para juntos, em parceria, encontrar as causas desse comportamento recorrente e eventuais estratégias para ajudar essa criança.
Dessa forma, peço que se dispam de preconceitos e que vivam em plenitude essa etapa que se inicia na vida de seus filhos. Por aí vem uma infinidade de brincadeiras, de aprendizados e de socializações que só se fazem possíveis quando vividos no ambiente escolar.



Fonte: CAP - paulistano.org - Maria Elisa de Oliveira

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

DISTIMIA - quando o mau humor vira doença

A distimia é um transtorno de humor, considerado um tipo de depressão leve, que ocorre em cerca de 5% da população geral e acomete 3 vezes mais mulheres do que homens.
De acordo com Luiz Alberto Hetem, da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), a doença se diferencia do mau humor comum, um sentimento que todos podemos sentir em diversos momentos de nossas vidas. "Na distimia, a pessoa fica mau-humorada, irritada, impaciente e com sintomas depressivos, como alteração do sono e no apetite, durante a maior parte do dia, por meses ou anos", afirma Hetem.
Para Ricardo Moreno, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, ficamos mau-humorados quando passamos por uma situação desagradável no trânsito, quando sentimos frio ou calor demais, ou quando nos sentimos incomodados por alguma dor física. "O distímico é diferente, ele sente o mau humor, além de outros sintomas, sem motivo aparente e durante a maior parte do dia", conta Moreno.
Os distímicos tendem a acreditar que o mau humor constante é apenas um traço de sua personalidade e por acreditarem que seu comportamento é normal , demoram em procurar ajuda, o que pode levá-los a uma depressão mais grave.

TRATAMENTO
Os médicos afirmam que em alguns casos, há possibilidade de cura, porém em outros o tratamento é constante e sem previsão de término, depende de cada pessoa, mas o tratamento é feito por meio de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, assim como em outros casos de depressão.

SINTOMAS
_  Mau humor que dura a maior parte do dia
_ Cansaço ou sensação de falta de energia
_ Preocupação excessiva
_ Alteração no sono e no apetite
_ Baixa auto-estima, irritabilidade, negativismo, desânimo e melancolia
_ Mesmo as atividades mais simples passam a exigir muito esforço
_ Dificuldade em sentir prazer com o dia-a-dia
_ Dificuldade para se concentrar, tomar decisões e acompanhar o rítmo dos colegas de trabalho
_ Insatisfação constante e tendência a supervalorizar acontecimentos negativos.

Mas atenção : SOMENTE UM PROFISSIONAL PODE DAR O DIAGNÓSTICO ADEQUADO !

Fontes: Miriam Martins , Gente sem saúde ; Érika Morais ,Revista da Hora; Luiz Alberto Hetem , Associação Brasileira de Psiquiatria ; Ricardo Moreno , Instituto de Psiquiatria do HC.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Desenvolvendo o Hábito de Estudar nas Crianças

Na idade pré-escolar as crianças são estimuladas pelas situações e assimilam coisas novas gradativamente. Nessa fase, é importante não interferir no aprendizado da criança , e sim, observar seus gostos e interesses, além de estimulá-las nos momentos adequados.
O hábito de estudar é algo que deve ser estimulado desde essa fase.
Ao ouvir canções e histórias regularmente , como as contadas dentro da sala de aula, a criança aumenta seu repertório de linguagem, bem como desperta o prazer e o interesse pela leitura.
No processo de aprendizagem infantil, primeiro a criança aprende por meio da observação de modelos. Em um segundo momento, seu aprendizado se dá com a imitação desses modelos. Por fim, estão aptas a atuarem por elas mesmas.
Dessa forma, é essencial darmos exemplos as crianças e realizarmos tarefas com elas pacientemente, até que possam realizá-las sozinhas.
Para acompanhar o estuda da criança em casa, é importante estar disposto a sentar ao seu lado e realizar as tarefas junto dela até que esteja pronta para tentar sozinha.
Quando a criança estiver pronta, a atitude a ser tomada deve ser a de não interferir e apenas observar, para que a criança realize as tarefas sozinha, sem precisar ser cobrada.
Algumas dicas podem ajudar para que a criança desenvolva o hábito de estudar:

1. Dê exemplos. Para desenvolver o hábito de leitura na criança, leia com ela e na frente dela. Mostre que essa é uma atividade prazerosa.
2. O local de estudos deve ser um ambiente confortavel e silencioso (sem rádio, televisão, etc)
3. Evite dar respostas prontas para as dúvidas da criança, estimulando-a a encontrá-las sozinha.
4. Crie uma rotina de estudos. A disciplina e o estabelecimento de horários para a realização das tarefas ajudam a desenvolver o hábito de estudar.
5. Procure acompanhar os estudos da criança com calma, lembrando-se de que ela está em processo de aprendizagem, e é preciso ter paciência para que os resultados apareçam.

O mais importante é não esquecer de que cada um desenvolve-se de acordo com o seu rítmo.
Precisamos entender e respeitar o rítmo da criança.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O Psicólogo na Escola

                        Cabe ao psicólogo escolar ajudar o aluno a compreender as mudanças e, por isso tem um papel de intermediário no aperfeiçoamento da educação. A inclusão do psicólogo na vida escolar, é para contribuir de maneira singular e concreta no sistema escolar. Mais especificamente, o campo de atuação do psicólogo na escola, está relacionado com a solução dos problemas educativos e o modo como as escolas ensinam as crianças.
                        Cabe ao profissional desenvolver em sua função, habilitações e recursos como observação direta, entrevista, questionário, anamnese, aconselhameno, testes psicológicos, os quais lhe facilita, adquirir as informações necessárias para montar o diagnóstico e o laudo para a escola e para a criança.
                          No cenário escolar, da mesma forma que outros técnicos presentes na escola, ele não é o protagonista da cena. Seu trabalho é nos bastidores, buscando promover o educador em suas necessidades de reflexão e de construão de conhecimento.
                           O psicólogo pode :
                           _ Desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para famílias e alunos sobre a metodologia e os objetivos da escola.
                          _ Participar com toda equipe da escola da construção de seu projeto político-pedagógico.
                          _ Desenvolver trabalhos de relações grupais para que a equipe da escola possa cada dia melhorar suas relações interpessoais.
                         _  Desenvolver trabalhos de Orientação Vocacional e profissional com os alunos.
                         _  Desenvolver ações preventtivas junto com o corpo docente no que se refere a uso de drogas.
                         _  Desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para os alunos sobre sexualidade, ética, agressividade.
                         _  Desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para as familias sobre desenvolvimento humano, prevenção do uso de drogas, sexualidade,agressividade, ética, etc.


Fonte de Pesquisa:   Brasil Escola - Psicologia
                               Educamundo

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Psicoterapia

Algumas pessoas , quando me ouvem dizer que sou psicoterapeuta , me perguntam : "O que é psicoterapia?", "Para que serve a psicoterapia ?", "Como funciona ?", "Dá resultados ?".
Pensando nessas pessoas e tentando responder a essas e tantas outras perguntas, resolvi escrever esse artigo, baseado em alguns textos que li.
O termo psicoterapia vem do grego psykhé -psique = alma, mente e therapeuein = cuidar,curar . Refere-se às intervenções psicológicas que buscam melhoraros padrões de funcionamento mental do indivíduo e o funcionamento de seus sistemas interpessoais (família, relacionamentos, etc).
O processo terapêutico começa, para o paciente, ante da terapia em si e termina somente muito depois de sua conclusão formal. Prochaska,DiClemente e Norcross propuseram um modelo em seis fases que descreve esse processo:
1. Fase "pré-contemplativa" : é a fase da despreocupação. O paciente não tem consciência de seu problema e não tem a intenção de modificar seu comportamento - apesar de as pessoas a sua volta estarem cientes do problema. Nesta fase o paciente só procura terapia se obrigado;
2. Fase "contemplativa" : é a fase da tomada de consciência. O paciente se dá conta dos problemas existentes, mas não sabe ainda como reagir. Ele ainda não está preparado para uma terapia : está ainda pesando os prós e o contras;
3. Fase "de preparação": é a fase da tomada de decisão. O paciente se decide pela terapia - nesta fase o meio social pode desempenhar um papel muito importante;
4. Fase "da ação" : o paciente investe tempo-dinheiro-esforço, na mudança. É a fase do trabalho terapêutico propriamente dito;
5. Fase "da manutenção": é a fase imediatamente após o fim da terapia. O paciente investe na manutenção dos resultados obtidos por meio da terapia e introduz no seu dia-a-dia;
6. Fase "da estabilidade": é a fase da cura. Nesta fase o paciente solucionou o seu problema e o risco de uma recaída não é maior do que o risco de outras pessoas para esse transtorno específico.
A terapia em si se desenvolve em quatro fases consecutivas, cada qual com objetivos próprios:
1. Indicação : definição do diagnóstico, decisão com respeito à necessidade de uma terapia e de qual tipo (médica,psicoterapêutica,ambas), aos métodos indicados para o problema em questão, esclarecimento do paciente a respeito da terapia.
2. Promoção de um relacionamento terapêutico e trabalho de clarificação do problema: a estruturação dos papéis (terapeuta e paciente), desenvolvimento de uma expectativa de sucesso, promoção do relacionamento entre paciente e terapeuta, transmissão de um modelo etiológico do problema.
3. Encenação do aprendizado terapêutico: aquisição de novas competências (terapia cogntivo-comportamental), análise e experiência de padrões de relacionamentos (psicanálise), reestruturação da autoimagem (terapia centrada na pessoa ).
4. Avaliação : verificação do atingimento dos objetivos propostos, estabilização dos resultados alcançados, fim formal da terapia e da relação paciente-terapeuta.
As decisões tomadas na fase um não devem necessariamente permanecer imutáveis até o fim da terapa, pelo contrário, o terapeuta deve estar atento a mudanças no paciente, a fim de adaptar seus métodos e suas decisões de trabalho à situação do paciente, que nem sempre é clara no começo da terapia.
Contudo, o trabalho técnico do terapeuta só poderá dar frutos se o paciente mostrar abertura a esse trabalho. Os efeitos da terapia se apresentam tanto em relação aos padrões de funcionamento do indivíduo quanto a seus relacionamentos interpessoais.

Fonte de pesquisas: Wikipédia; Educamundo.

Emoções

Emoção é uma experiência subjetiva (própria da pessoa ; que faz parte do mundo interior), associada ao temperamento, personalidade e motivação de cada um (Wikipédia).
A palavra "emoção" é derivada do latim, onde "e" (variante de ex) significa "para fora " e "movere" significa "passar", então emoção = "passar para fora", "colocar para fora".
Existe uma distinção entre a emoção e os resultados da emoção, principalmente os comportamentos gerados e as expressões emocionais (formas de expressar as emoções).
Uma emoção é um estado mental e fisiológico associado a uma ampla variedade de sentimentos, pensamentos e comportamentos.
As pessoas frequentemente se comportam de certo modo como um resultado direto de seus estados emocionais, como chorando,lutando,fugindo ou sorrindo.
Nossa vida é permeada de emoções, mas como dizia Roberto Carlos : "se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi !...."

sábado, 8 de janeiro de 2011

Doenças Psicossomáticas

As doenças psicossomáticas acontecem quando a carga emocional inconsciente torna-se tão insuportável para o indivíduo que este precisa dividí-la consigo próprio.
É muito difícil desvincular corpo e mente. Algumas pessoas lidam melhor com seu estress e ansiedade, minimizando os efeitos da somatização. Outras , tornam-se vítimas desses efeitos, exarcebando doenças já existentes ou mesmo desenvolvendo doenças novas.
Freud, em seu artigo "A sexualidade na etiologia das neuroses", afirmava que "a principal causa atuante na origem de toda neurose repousa sobre a vida sexual do paciente".
Igualmente importante era a observação feita por ele da distinção entre a "psiconeurose" e a "neurastenia" (mais tarde denominada "neurose atual").
Laplanche&Pontalis enfocaram que o termo "atual", "deve pois ser tomado em primeiro lugar no sentido de uma atualidade no tempo". Daí podemos observar que "as neuroses atuais" descritas por Freud , assemelham-se muito às doenças psicossomáticas estudadas hoje em dia, onde o paciente não consegue elaborar o que lhe ocorre no aparelho psiquico, não tem consciência da causa, mas vivencia os sintomas, o que lhe causa dor e culmina em angústia.
Com base nessas afirmações concluimos que as pessoas mais propensas a somatizar seriam aquelas "incapazes de lidar com a dor emocional". Tentando lidar com a dor física (somatizada), tentam dirimir a dor emocional, da qual muitas vezes desconhecem a origem.
Flávio Carvalho Ferraz, no capítulo "Das neuroses atuais à psicossomática", cita que " ao produzir um sintoma somático, o indivíduo pode manter-se particularmente normal do ponto de vista psíquico".
A ideia dai extraida é a de que o paciente acredita que tratando o corpo resolverá seu problema, sem ater-se à real causa da situação.
Deste modo, podemos compreender que somatizar é transferir o mal estar psicológico para o corpo, aliviando dessa forma o peso emocional que o oprime entendendo que as pessoas reagem de forma mais intensa ou menos intensa aos agentes estressores que a acometem de acordo com as características da personalidade de cada um e os recursos internos que possuem.