Algumas pessoas , quando me ouvem dizer que sou psicoterapeuta , me perguntam : "O que é psicoterapia?", "Para que serve a psicoterapia ?", "Como funciona ?", "Dá resultados ?".
Pensando nessas pessoas e tentando responder a essas e tantas outras perguntas, resolvi escrever esse artigo, baseado em alguns textos que li.
O termo psicoterapia vem do grego psykhé -psique = alma, mente e therapeuein = cuidar,curar . Refere-se às intervenções psicológicas que buscam melhoraros padrões de funcionamento mental do indivíduo e o funcionamento de seus sistemas interpessoais (família, relacionamentos, etc).
O processo terapêutico começa, para o paciente, ante da terapia em si e termina somente muito depois de sua conclusão formal. Prochaska,DiClemente e Norcross propuseram um modelo em seis fases que descreve esse processo:
1. Fase "pré-contemplativa" : é a fase da despreocupação. O paciente não tem consciência de seu problema e não tem a intenção de modificar seu comportamento - apesar de as pessoas a sua volta estarem cientes do problema. Nesta fase o paciente só procura terapia se obrigado;
2. Fase "contemplativa" : é a fase da tomada de consciência. O paciente se dá conta dos problemas existentes, mas não sabe ainda como reagir. Ele ainda não está preparado para uma terapia : está ainda pesando os prós e o contras;
3. Fase "de preparação": é a fase da tomada de decisão. O paciente se decide pela terapia - nesta fase o meio social pode desempenhar um papel muito importante;
4. Fase "da ação" : o paciente investe tempo-dinheiro-esforço, na mudança. É a fase do trabalho terapêutico propriamente dito;
5. Fase "da manutenção": é a fase imediatamente após o fim da terapia. O paciente investe na manutenção dos resultados obtidos por meio da terapia e introduz no seu dia-a-dia;
6. Fase "da estabilidade": é a fase da cura. Nesta fase o paciente solucionou o seu problema e o risco de uma recaída não é maior do que o risco de outras pessoas para esse transtorno específico.
A terapia em si se desenvolve em quatro fases consecutivas, cada qual com objetivos próprios:
1. Indicação : definição do diagnóstico, decisão com respeito à necessidade de uma terapia e de qual tipo (médica,psicoterapêutica,ambas), aos métodos indicados para o problema em questão, esclarecimento do paciente a respeito da terapia.
2. Promoção de um relacionamento terapêutico e trabalho de clarificação do problema: a estruturação dos papéis (terapeuta e paciente), desenvolvimento de uma expectativa de sucesso, promoção do relacionamento entre paciente e terapeuta, transmissão de um modelo etiológico do problema.
3. Encenação do aprendizado terapêutico: aquisição de novas competências (terapia cogntivo-comportamental), análise e experiência de padrões de relacionamentos (psicanálise), reestruturação da autoimagem (terapia centrada na pessoa ).
4. Avaliação : verificação do atingimento dos objetivos propostos, estabilização dos resultados alcançados, fim formal da terapia e da relação paciente-terapeuta.
As decisões tomadas na fase um não devem necessariamente permanecer imutáveis até o fim da terapa, pelo contrário, o terapeuta deve estar atento a mudanças no paciente, a fim de adaptar seus métodos e suas decisões de trabalho à situação do paciente, que nem sempre é clara no começo da terapia.
Contudo, o trabalho técnico do terapeuta só poderá dar frutos se o paciente mostrar abertura a esse trabalho. Os efeitos da terapia se apresentam tanto em relação aos padrões de funcionamento do indivíduo quanto a seus relacionamentos interpessoais.
Fonte de pesquisas: Wikipédia; Educamundo.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Emoções
Emoção é uma experiência subjetiva (própria da pessoa ; que faz parte do mundo interior), associada ao temperamento, personalidade e motivação de cada um (Wikipédia).
A palavra "emoção" é derivada do latim, onde "e" (variante de ex) significa "para fora " e "movere" significa "passar", então emoção = "passar para fora", "colocar para fora".
Existe uma distinção entre a emoção e os resultados da emoção, principalmente os comportamentos gerados e as expressões emocionais (formas de expressar as emoções).
Uma emoção é um estado mental e fisiológico associado a uma ampla variedade de sentimentos, pensamentos e comportamentos.
As pessoas frequentemente se comportam de certo modo como um resultado direto de seus estados emocionais, como chorando,lutando,fugindo ou sorrindo.
Nossa vida é permeada de emoções, mas como dizia Roberto Carlos : "se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi !...."
A palavra "emoção" é derivada do latim, onde "e" (variante de ex) significa "para fora " e "movere" significa "passar", então emoção = "passar para fora", "colocar para fora".
Existe uma distinção entre a emoção e os resultados da emoção, principalmente os comportamentos gerados e as expressões emocionais (formas de expressar as emoções).
Uma emoção é um estado mental e fisiológico associado a uma ampla variedade de sentimentos, pensamentos e comportamentos.
As pessoas frequentemente se comportam de certo modo como um resultado direto de seus estados emocionais, como chorando,lutando,fugindo ou sorrindo.
Nossa vida é permeada de emoções, mas como dizia Roberto Carlos : "se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi !...."
sábado, 8 de janeiro de 2011
Doenças Psicossomáticas
As doenças psicossomáticas acontecem quando a carga emocional inconsciente torna-se tão insuportável para o indivíduo que este precisa dividí-la consigo próprio.
É muito difícil desvincular corpo e mente. Algumas pessoas lidam melhor com seu estress e ansiedade, minimizando os efeitos da somatização. Outras , tornam-se vítimas desses efeitos, exarcebando doenças já existentes ou mesmo desenvolvendo doenças novas.
Freud, em seu artigo "A sexualidade na etiologia das neuroses", afirmava que "a principal causa atuante na origem de toda neurose repousa sobre a vida sexual do paciente".
Igualmente importante era a observação feita por ele da distinção entre a "psiconeurose" e a "neurastenia" (mais tarde denominada "neurose atual").
Laplanche&Pontalis enfocaram que o termo "atual", "deve pois ser tomado em primeiro lugar no sentido de uma atualidade no tempo". Daí podemos observar que "as neuroses atuais" descritas por Freud , assemelham-se muito às doenças psicossomáticas estudadas hoje em dia, onde o paciente não consegue elaborar o que lhe ocorre no aparelho psiquico, não tem consciência da causa, mas vivencia os sintomas, o que lhe causa dor e culmina em angústia.
Com base nessas afirmações concluimos que as pessoas mais propensas a somatizar seriam aquelas "incapazes de lidar com a dor emocional". Tentando lidar com a dor física (somatizada), tentam dirimir a dor emocional, da qual muitas vezes desconhecem a origem.
Flávio Carvalho Ferraz, no capítulo "Das neuroses atuais à psicossomática", cita que " ao produzir um sintoma somático, o indivíduo pode manter-se particularmente normal do ponto de vista psíquico".
A ideia dai extraida é a de que o paciente acredita que tratando o corpo resolverá seu problema, sem ater-se à real causa da situação.
Deste modo, podemos compreender que somatizar é transferir o mal estar psicológico para o corpo, aliviando dessa forma o peso emocional que o oprime entendendo que as pessoas reagem de forma mais intensa ou menos intensa aos agentes estressores que a acometem de acordo com as características da personalidade de cada um e os recursos internos que possuem.
É muito difícil desvincular corpo e mente. Algumas pessoas lidam melhor com seu estress e ansiedade, minimizando os efeitos da somatização. Outras , tornam-se vítimas desses efeitos, exarcebando doenças já existentes ou mesmo desenvolvendo doenças novas.
Freud, em seu artigo "A sexualidade na etiologia das neuroses", afirmava que "a principal causa atuante na origem de toda neurose repousa sobre a vida sexual do paciente".
Igualmente importante era a observação feita por ele da distinção entre a "psiconeurose" e a "neurastenia" (mais tarde denominada "neurose atual").
Laplanche&Pontalis enfocaram que o termo "atual", "deve pois ser tomado em primeiro lugar no sentido de uma atualidade no tempo". Daí podemos observar que "as neuroses atuais" descritas por Freud , assemelham-se muito às doenças psicossomáticas estudadas hoje em dia, onde o paciente não consegue elaborar o que lhe ocorre no aparelho psiquico, não tem consciência da causa, mas vivencia os sintomas, o que lhe causa dor e culmina em angústia.
Com base nessas afirmações concluimos que as pessoas mais propensas a somatizar seriam aquelas "incapazes de lidar com a dor emocional". Tentando lidar com a dor física (somatizada), tentam dirimir a dor emocional, da qual muitas vezes desconhecem a origem.
Flávio Carvalho Ferraz, no capítulo "Das neuroses atuais à psicossomática", cita que " ao produzir um sintoma somático, o indivíduo pode manter-se particularmente normal do ponto de vista psíquico".
A ideia dai extraida é a de que o paciente acredita que tratando o corpo resolverá seu problema, sem ater-se à real causa da situação.
Deste modo, podemos compreender que somatizar é transferir o mal estar psicológico para o corpo, aliviando dessa forma o peso emocional que o oprime entendendo que as pessoas reagem de forma mais intensa ou menos intensa aos agentes estressores que a acometem de acordo com as características da personalidade de cada um e os recursos internos que possuem.
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